Preciso trocar toda a fiação da casa?
Como saber o estado real do fio
O diagnóstico é feito abrindo caixas de passagem e observando o isolamento. Fio no fim da vida apresenta isolamento endurecido, quebradiço, com rachadura ao dobrar, e às vezes escurecido perto das conexões. Se ele racha ao ser manipulado, não vale reaproveitar nada daquele trecho.
Por que os circuitos de força concentram o problema
São os que carregam mais corrente e portanto aquecem mais ao longo dos anos. Além disso, são os que mais mudaram: chuveiro, forno elétrico e ar condicionado de hoje têm potência muito acima do que existia quando a maioria dessas casas foi construída. A iluminação, por outro lado, puxa cada vez menos, por causa do LED.
A abordagem por etapas
Prioridade um: circuitos de alta carga e o quadro, com DR e DPS. Prioridade dois: aterramento. Prioridade três: circuitos de tomada por ambiente. Prioridade quatro: iluminação. Assim você resolve o que oferece risco primeiro e distribui o restante no tempo.
Quando refazer tudo compensa mais
Se a casa vai passar por reforma com quebra de parede, refazer a elétrica junto sai muito mais barato do que fazer depois. O custo de uma instalação está tanto na quebra e no acabamento quanto no material elétrico, então aproveitar a obra evita pagar duas vezes pelo mesmo serviço de alvenaria.
O que nunca vale reaproveitar
Fio com isolamento rachado, emenda fora de caixa, condutor sem identificação de cor padronizada, e qualquer trecho que apresente marca de aquecimento. Reaproveitar esses trechos economiza pouco e mantém dentro da parede exatamente o ponto que causaria o próximo problema.