Partida direta, estrela triângulo ou inversor: qual usar?
Partida direta
O motor recebe tensão plena de uma vez. Comando simples, com contator e relé térmico, custo baixo e torque máximo desde o primeiro instante. O problema é a corrente de partida, que pode chegar a nove vezes a nominal, provocando queda de tensão na instalação inteira e desgaste mecânico na transmissão.
Estrela triângulo
O motor parte ligado em estrela, recebendo tensão reduzida, e depois comuta para triângulo em plena tensão. A corrente de partida cai para cerca de um terço. Em compensação, o torque de partida cai na mesma proporção, então não serve para carga que precisa de força desde o início, como britador ou compressor com carga.
Soft starter
Controla eletronicamente a subida de tensão, dando partida realmente suave, sem o degrau de comutação que a estrela triângulo tem. Boa escolha para bomba e ventilador, onde o golpe de aríete e o esforço mecânico são o problema. Mas não controla velocidade depois que a máquina está rodando.
Inversor de frequência
Controla tensão e frequência juntas, o que permite partida suave com torque cheio, rotação variável durante a operação, frenagem controlada e economia de energia proporcional à demanda. É a opção mais cara na compra e a que mais devolve em aplicação com carga variável, como bomba de pressurização e máquina de produção.
O critério de escolha na prática
Se o motor é pequeno e a carga é leve, partida direta resolve. Se o motor é grande e a rede não aguenta o pico, mas a carga permite torque reduzido, estrela triângulo. Se o problema é esforço mecânico e golpe, soft starter. Se você precisa variar velocidade ou economizar energia, inversor. A pergunta certa não é qual é melhor, é o que a sua carga exige.